A Carol mandou muito bem com o texto sobre a casa do Oscar. Gostei tanto que ela me disse pra ver no youtube o próprio Chico Buarque lendo o texto. O vídeo faz parte do filme sobre Oscar Niemeyer "A vida é um sopro".
Abraços. Equipe do expurgância.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Ler: (lat legere) 1 Conhecer, interpretar por meio da leitura...
“A casa do Oscar era o sonho da família.
Havia o terreno para os lados do Iguatemi, havia o ante-projeto presente no
próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar
na casa do Oscar.
Cresci cheio de impaciência porque meu
pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava
dinheiro para construir a casa do Oscar.
Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o
terreno no Iguatemi.
Deste modo, a casa do Oscar antes de existir foi demolida, ou ficou intacta, suspensa no ar como a casa do beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra a minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: ‘Só volto pra casa quando for a casa do Oscar!’
Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar.
Vivi um seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco.
Decidi a ser o Oscar eu mesmo, regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe.
Mas ao professor de topografia que me reprovou no exame oral, respondi calado: ‘Lá em casa tem um canudo com a casa do Oscar...’
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim.
Quando minha música sai boa, penso que parece música de Tom Jobim.
Música de Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.”
Chico Buarque de Holanda
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Aberta Temporada de Caças!!
As adiadas e misteriosas aulas começaram, e de mistério se fez o clima dos corredores, seguindo essa linha o blog começa seu ano ( a se perceber pelo novo layout, all black), mergulhando no território das incertezas....
Cumprindo com sua função original ( e incomodando com a sua liberdade de expressão) o expurgancia começa o ano com o folego de um caçador, exemplo disso são os vários novos projetos que vão pipocar durante esse semestre.
É isso ai pessoal, para quem acha que o ano só começa depois do carnaval: Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Post extraordinario: Mais um...
Sinto-lhes dizer que, após um semestre sem conseguir conversar com a nossa coordenadora Raquel, recebi um telegrama demissionário.
Fico pensando o que aconteceu e o que acontece com o Izabela. A falência administrativa é visível, no entanto, pensava que as relações entre as pessoas ainda poderiam significar algo. Engano meu.
Ao receber o telegrama, confesso que me senti mais um, alguém que não significa nada para a Instituição, tal como diversos amigos que foram demitidos de forma unilateral e sem explicação (Adriano, Paulo Dimas, Anamaria Murta, Carlos Alberto (Fonfon), Marilda, etc). Tudo bem, eu só estava ai há um ano e meio, mas... Vindo de uma instituição confessional ... É importante lembrar que passei no concurso para admissão como professor e nenhuma advertência ou sinal havia recebido anteriormente relativo à minha conduta.
O que a coordenação / instituição não sabe e não quis saber é que pensava em pedir licença, pois vou para um estágio-sanduiche na Europa. O que disse e sempre deixei claro é que minha prioridade é o doutorado em andamento. Todo o semestre fiquei bastante inseguro com as notícias que corriam: diminuição de salários, salários atrasados, 13o, fechamento do Campus Nova Lima, administração centralizada em SP, etc (e ainda nos chamam de preguiçosos...). Portanto, não achava que deveria investir muito ai ... Saibam que perdi uma bolsa de doutorado uma semana antes de receber o telegrama porque não poderia ter carteira assinada. Se tivessem me sinalizado ...
Fica para mim o enorme prazer que foi conhecer os colegas professores e os alunos - que são os que mais sofrem com a situação...
Aos coordenadores e administradores fica a questão: como educar sem valorizar e preservar as relações com aqueles que são os mediadores entre alunos e instituição - os professores? O que acontece(u)? Falência administrativa e das relações?
A relação instituição/professores só existe na medida comercial? Ou na medida que são aceitas as condições sem questionamento? Demonstração de poder? (Raquel, mas não achei bakana a forma como conduziu o processo. Até hoje aguardava um contato seu). Isto é educação?
Aos colegas professores, vou sentir saudades dos nossos encontros.
Mas, não vai faltar novas oportunidades de troca. Tudo de bom e Feliz 2010!
Samy Lansky
arquiteto
(31) 3291.8536
arquiteto
(31) 3291.8536
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Hoje é o ultimo dia de aula para nós, ou seja, férias!!! E pode até parecer estranho mas decidimos que se a gente entra de férias, o expurgância também.
Fazendo um balanço do primeiro semestre do expurgância só podemos concluir que foi positivíssimo. De um blog anônimo com suas humildes pretenções passamos
a divulgadoras das principais idéias da faculdade acessados não somente pelos alunos da nossa turma, como por todos da faculdade,
incluindo professores e coordenação, e até mesmo de outras instituições.
Planejamos a semana pirata, organizamos a oficina de infláveis com o prof. Paulo, arrecadamos dinheiro de sala em sala, vendemos brigadeiro (queimado rs...),
fizemos entrevista com os professores, divulgamos dezenas de eventos em BH, fomos pra Brasília, lançamos o projeto ouvidoria. Até que foi bastante coisa e esperamos que no próximo semestre seja muito mais.
Desejamos boas férias para todos. QUe tudo que a gente conseguiu nesse semestre não seja esquecido.
Que as reuniões entre alunos e professores sejam produtivas e tragam as tão esperadas mudanças.
No mais é isso. Bom Natal, Feliz ano novo e no mais daqui a pouco a gente inventa alguma coisa.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
To the pirates
Recebemos esse texto de um dos pirates da faculdade. É o mesmo texto que o Adriano cita em sua carta. Vale a pena ler.
Pirates' relationship to black sailors was peculiar. On the one hand, pirates' attitudes toward blacks don't appear to be different from their lawful contemporaries' attitudes toward them. Pirates took slaves, held slaves, and sold slaves. On the other hand, some pirates displayed significantly more tolerant behavior toward blacks. Upward of a quarter of the average pirate crew may have been black. Many of these sailors were former slaves and at least some os them were treated on equal terms with white sailors in the pirate crews they sailed with. They had equal voting rights in the pirates' democracy and likely received an equal share of the pirates' plunder. This is specially remarkable since, on the surface, pirates had nothing holding them back from enslaving black sailors they captured - bondsmen of free.
The simple logic of the "dispersed benefits and concentrated costs" of slavery on pirate ships may explain pirate tolerance. Since the benefits of enslaving a black sailor on a pirate ship were divided among its many free crew members and a substantial part of the potencial costs of enslavement, namely the increased odds of a pirate crew's capture, was borne fully by each free crew member, pirate slavery was sometimes unprofitable. This wasn't always true. But sometimes the invible hook led pirates to display a racial progressivism in practice that didn't accord with the racial views in their mind.
Pirates' relationship to black sailors was peculiar. On the one hand, pirates' attitudes toward blacks don't appear to be different from their lawful contemporaries' attitudes toward them. Pirates took slaves, held slaves, and sold slaves. On the other hand, some pirates displayed significantly more tolerant behavior toward blacks. Upward of a quarter of the average pirate crew may have been black. Many of these sailors were former slaves and at least some os them were treated on equal terms with white sailors in the pirate crews they sailed with. They had equal voting rights in the pirates' democracy and likely received an equal share of the pirates' plunder. This is specially remarkable since, on the surface, pirates had nothing holding them back from enslaving black sailors they captured - bondsmen of free.
The simple logic of the "dispersed benefits and concentrated costs" of slavery on pirate ships may explain pirate tolerance. Since the benefits of enslaving a black sailor on a pirate ship were divided among its many free crew members and a substantial part of the potencial costs of enslavement, namely the increased odds of a pirate crew's capture, was borne fully by each free crew member, pirate slavery was sometimes unprofitable. This wasn't always true. But sometimes the invible hook led pirates to display a racial progressivism in practice that didn't accord with the racial views in their mind.
Repercussão
A demissão do professor Adriano na ultima semana culminou numa série de acontecimentos e manifestações por parte dos estudantes do Izabela. Inconformados a tempos com outras questões como a falta de organização das secretarias, tesouraria, posicionamento da coordenação e direção e falta de equipamentos e infra-estrutura, a demissão de um professor foi o estopin. Creio que muita gente esperava a tempos uma manifestação desse tipo, que com certeza mostrou que somos alunos conscientes, que não vão ficar de braços cruzados aceitando qualquer decisão tomada pela direção. É um começo, e é hora do focarmos no que realmente queremos: melhorar a faculdade.
Por mais que alguns condenem coordenação, diretoria e professores, no que o Izabela mais peca é na falta de diálogo com seus alunos. Não sabemos oque está acontecendo, se têm algum plano gestor sendo seguido, novas propostas (assim como o Adriano fala em sua carta de várias propostas que enviou, muito possivelmente outros professores fazem o mesmo, das quais nunca ouvimos falar.), se algo está sendo melhorado ou não. Não estamos a par do que é decidido em relação ao nosso próprio curso (das coisas importantes, não aquilo que é colocado no site), e se os ultimos acontecimentos fizerem com que nossas reinvidicações sejam ouvidas e, dentro do possivel, atendidas, será uma vitória.
Com esse objetivo nós do expurgância (Carolina Sobrinho, Larissa Lopes e Sofia Trópia) redigimos um manifesto (afixado no atelier/ cópia ao final do post) que resume nossa opinião sobre o assunto. Não somos a favor de ataques pessoais a coordenação e diretoria muito menos qualquer tipo de humilhação aos mesmos.
Somos a favor do diálogo que culmina em mudanças.
Por mais que alguns condenem coordenação, diretoria e professores, no que o Izabela mais peca é na falta de diálogo com seus alunos. Não sabemos oque está acontecendo, se têm algum plano gestor sendo seguido, novas propostas (assim como o Adriano fala em sua carta de várias propostas que enviou, muito possivelmente outros professores fazem o mesmo, das quais nunca ouvimos falar.), se algo está sendo melhorado ou não. Não estamos a par do que é decidido em relação ao nosso próprio curso (das coisas importantes, não aquilo que é colocado no site), e se os ultimos acontecimentos fizerem com que nossas reinvidicações sejam ouvidas e, dentro do possivel, atendidas, será uma vitória.
Com esse objetivo nós do expurgância (Carolina Sobrinho, Larissa Lopes e Sofia Trópia) redigimos um manifesto (afixado no atelier/ cópia ao final do post) que resume nossa opinião sobre o assunto. Não somos a favor de ataques pessoais a coordenação e diretoria muito menos qualquer tipo de humilhação aos mesmos.
Somos a favor do diálogo que culmina em mudanças.
Assinar:
Postagens (Atom)
